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Welcome to Hashire! + Meu bug amoroso de 2015

01/01/2016 : 22:35 | 3 comments



Hoje o blog faz dois anos e de presente ganhou um layout e um nome novos ;u; Vocês devem estar se perguntando: "Mas que blog? Quem é Cimo?", lembram daquela tal June que escrevia tudo errado e tinha um bloguinho chamado Folks? Pois é. Faz muito tempo que eu não posto, acho até que eu já perdi o jeito ç3ç Na última vez que postei aqui, ainda era 2015, eu ainda era a June e o blog ainda era o Folks. Eu mudei o nome do blog e o meu pseudônimo porque nesse ano as mudanças que sofri foram muitas, acabei por deixar de ser a June e me transformar nesse ser estranho que agora se chama Cimo. O blog vai sempre mudar conforme eu mudo, então agora se chama Hashire (corra em Japonês. Nesse post eu vou falar sobre um dos maiores bugs que já vivi, é uma confusa história sobre um relacionamento que tive nesse ano e que por acaso foi o primeiro :v Bora ler?

Meu BUG amoroso de 2015
O maior bug da história da minha vida

Esse foi um dos anos mais confusos que eu já tive em toda a minha vida, ao mesmo tempo que ele foi um dos melhores, foi também um dos piores. Eu mudei muito nesse ano, fiquei muito triste por várias coisas e com toda a certeza amadureci. Lembram-se daquele garoto que eu mencionei uns posts atrás, aquele que foi meu primeiro namorado? Ele tinha esquizofrenia. Eu sabia disso desde o princípio já que ele fazia questão de dizer pra todo mundo que ele era esquizofrênico e tinha de ir a psicóloga regularmente  — mas mesmo assim segui em frente e continuei gostando dele, não o evitei uma vez sequer. Até certo ponto.

Aliás, pra quem chega agora, vou explicar a história: gostei de um garoto no início do ano, aquele tipo de garoto que ninguém gosta, ninguém mesmo. Gordo, míope, inútil, babaca. Eu realmente acreditava que no fundo ele era uma pessoa boa. Ele me pediu em namoro depois de uma brincadeira que minha amiga Ana fez, mandando uma mensagem pra ele que dizia "é você o boyzinho da minha melhor amiga?", ele levou a sério e nós acabamos por namorar. Acontece que em toda a minha vida eu fui criada com o ensinamento de que namoro cedo é errado, eu mesma não sentia que tinha maturidade o suficiente pra me relacionar com qualquer pessoa de forma tão séria. A cada dia que se passava naquele namoro, eu sentia mais nojo de mim mesma, uma náusea horrível só de olhar pro rosto dele ou pro meu reflexo no espelho. Eu me sentia uma puta, apesar de eu saber que relacionamentos não te fazem uma puta, era isso que eu me sentia. Eu sentia desprezo de mim por estar namorando, e aquilo cresceu numa velocidade alarmante até que no décimo dia eu explodi em lágrimas, não conseguia nem ao menos chorar baixinho, era um verdadeiro escândalo. Perguntei a todos os amigos que tenho sobre o que deveria fazer, até mesmo em grupos de anime eu perguntei, não queria magoar o menino mas também já não aguentava aquela agonia. A maioria disse que eu não devia terminar, que não fazia sentido eu terminar por causa da idade e que isso não importava. Por fim, eu fui até minha irmã mais velha e conversei com ela, nem me lembro ao certo o que ela disse, só me lembro que disse pra eu terminar tudo. Mandei uma mensagem tão grande pra ele no whatsapp que não deu pra mandar tudo de uma vez só. Aí veio a avalanche.

Ele me dizia coisas estranhas que de ínicio eu simplesmente ignorava. Eram coisas realmente bobas se você parar pra pensar, como por exemplo: ele acreditava piamente que era a reencarnação do cavalheiro do caos, e que se comunicava com os cinco grandes do universo. E realmente não era brincadeira. Ele constantemente vinha me dizer que se comunicou com eles, que lutou com espadas, que teve visões. Eu até cheguei a pensar "mano do céu, e se isso for verdade?", mas não era, obviamente. Qualquer pessoa em seu juízo perfeito entenderia que meninos de treze anos não lutam pelo universo com exceção do Ben 10, mas ele é o Ben 10 né, ele pode.


De certa forma, as coisas que ele dizia sobre sua maravilhosa aventura com os poderes do universo eram geniais. Era ridículo ver ele me dizendo o tempo todo o quão perigoso era, que ele estava tentando pensar numa forma de destruir seus inimigos e que era a arma mais poderosa do universo, mas eu escutava atentamente, sem demonstrar qualquer deboche ou olhar pra cara dele e dizer "Amigo, você tá doidão, vai num psiquiatra, a psicóloga não tá ajudando".

Depois de algum tempo dizendo coisas que eram inofensivas e completamente absurdas, aconteceu nosso relacionamentozinho de 10 dias. Eu me arrependo muito de ter namorado com ele, mesmo que tenha sido por pouco mais de uma semana, depois daquilo ele começou a fazer e dizer coisas que não me agradaram nem um pouco. Primeiro ele começou a me mandar mensagens dizendo que estava bebendo as cachaças do vô dele se você riu nessa parte, n tem problema, eu também ri enquanto escrevia por minha culpa, que estava bêbado e muito triste. No dia depois do nosso término (que por acaso foi por uma mensagem de texto de no mínimo mil palavras), ele chegou na escola me olhando com olhar acusatório, dizendo casualmente que naquele mesmo dia a avó dele tinha morrido e rindo com escárnio enquanto dizia o quão culpada eu era por destruir os dias mais felizes da vida dele e que antes de eu mandar a mensagem ele pensava em me chamar para um encontro, aliás não entendam errado pls, quando falava sobre os dias felizes ele se referia ao namoro, não à morte da avó.

Eu me senti muito culpada mas não me arrependi da decisão do término em momento algum. Ele ficou alguns dias mandando mensagens ás 3 da manhã dizendo o quanto estava bêbado e sofrendo, até teve um dia em que ele começou a dizer que estava passando mal porque bebeu demais na outra noite. Quando ele percebeu que eu não me abalei com isso graças a minha prima Isabella, que me abriu os olhos sobre ser chantagem barata, deu ruim. Num certo dia, no horário da saída, eu senti alguma coisa roçando atrás de mim enquanto eu me enfiava naquele monte de gente pra tentar me esgueirar pra fora da sala. Eu olhei pra trás e era ele. Agora você deve ter pensado "ah, mas foi só uma encoxada, nem é tão grave assim". Pois é, foi o que eu me forcei a pensar. Quando saímos, eu olhei pra ele com raiva e ele simplesmente mostrou os dois dedos do meio pra mim e saiu rindo. Me senti com o orgulho ferido, pra mim aquilo foi humilhante. Tudo o que eu pude fazer é forçar uma risada na saída e por algum motivo dizer pra minha amiga que eu gostei. Eu não tinha gostado, mas se eu dissesse isso uma briga ia acontecer e eu não queria ver ele metido em problema. Agora, quando eu penso nesse acontecimento, eu me sinto mal por ter dito que gostei, me sinto novamente uma puta, eu deveria ter batido nele, xingado, feito um escarcéu, mas não fiz nada. Disso eu me arrependo muito. Ele também me abraçava sem que eu deixasse na saída, eu ficava ali e as pessoas achavam que eu gostava, mas era porque no fundo eu tinha medo de levar um soco na cara e ele já tinha levado uma faca do exército pra escola, eu preferia ficar ali, num momento que era 10% "que abraço legal" e 90% "eu só queria que você me deixasse em paz".

Ele continuou me dizendo coisas confusas, quando as férias de junho chegaram, ele disse pra eu não falar muito com ele porque "tinham pessoas atrás dele" e eu poderia me machucar. Dei graças a Deus, naquela altura do campeonato não receber mensagens dele eram uma benção.

Quando as férias terminaram, eu já tinha me enojado dele um tanto. Eu sou uma pessoa extremamente lenta em termos de rancor, além de demorar um pouco pra encarar o que a pessoa me fez, tem que ser alguma coisa que me deixe muito mal. Evitei ele o máximo que pude, mas novamente ele invadiu meu espaço, entrando no meio de eu e meus amigos enquanto esperávamos a van na saída. Eu acabei por me acostumar com a presença dele onde eu ia, ás vezes ele acompanhava os amigos dele no intervalo ou ia embora mais cedo e eu ficava feliz com isso, a única falta que ele me fazia era por eu ter me acostumado.

Não muito longe do fim de Agosto, ele decidiu que ficaria um dia todo sem falar palavrões. Pra qualquer pessoa isso não é exatamente difícil, você escorrega uma ou duas vezes mas sinceramente não nota muita diferença e até aumenta seu vocabulário ao procurar coisas que substituam o que você dizia e sejam menos ofensivas. Ele ficou calado o tempo todo na carteira dele, era como se olhasse pra todo mundo com descaso, uma coisa desconfortável pra caramba de se presenciar — principalmente se no mapa de sala te colocaram bem do lado dele, o que é o meu caso. Ele realmente parecia que iria continuar a aula toda sem falar nada ofensivo pra ninguém, não soltou nem um "porra" no meio da aula, até chegar o intervalo e ele explodir. Ele poderia ter dito "Vou falar palavrão de novo, cansei.", mas ele preferiu me xingar, mandar eu tomar no cu, na b***ta sorry, por mais que eu fale palavrão esse eu não consigo suportar, me chamou de filha da puta e mais um monte de coisas adoráveis. Fiquei irritada é claro, eu quase chorei de raiva enquanto ele dirigia aquilo tudo pra mim, porra cara! Eu não fiz nada pra ele uma vez sequer, tanto que ignorava todos os deslizes dele pra não ser filha da mãe com o menino e ele decide que vai descontar o resultado de uma aposta inútil em cima de mim? Não sou obrigada. Me lembro de ter passado todas as aulas seguintes sentindo uma vontade horrível de bater nele com a minha cadeira até não sobrar mais nada vamos fingir que isso não soou psicopata, até hoje quando me lembro disso sinto um ódio que não é comum eu sentir.

Algum tempo depois, entre algumas piadinhas de extremo mal gosto (como quando ele rodou um rolo de fita adesiva e disse "olha, é igual a você: rodada"), ele fez uma merda que me fez explodir com ele. Já era Outubro, talvez Novembro, não me lembro ao certo. Me recordo de ter sentado com o meu amigo Felipe porque tinha esquecido a apostila de história, naquela semana teríamos uma apresentação e o babaca levou uma cartolina pra entregar pra alguém. Eu estava sentada normalmente rindo enquanto o Felipe falava sobre seu melhor amigo Lápis quando senti uma coisa atrás de mim, o filho da mãe e um amigo dele estavam """"socando"""" a cartolina em mim e rindo como dois idiotas. Eu olhei pra ele enquanto ele ria e continuava com aquela coisa, peguei a cartolina e comecei a bater nele, nem me lembro mais o que eu disse pra ele, mas eu o xinguei, e foi uma sensação libertadora me posicionar sobre alguma coisa que ele fez depois de tanto tempo ignorando tudo. Ele ficou nas aulas seguintes fazendo cara de depressão, no intervalo me pediu desculpas e eu disse um sonoro não. Depois acabei por ir até ele e o desculpar, me arrependo disso, eu deveria ter continuado brigada com ele pelo resto do ano. Seria uma benção mas não é bom ter briga pendente nem ver um otário com cara de cão sem dono todos os dias na escola.

Não muito tempo depois disso ele me mandou mensagens dizendo que ele tinha recebido uma visita de si mesmo do futuro e que esse cara do futuro deu a ele uma marca no olho direito que conversava com ele com adivinhem que voz? Isso mesmo, com a minha. Isso me perturbou um tanto, e eu terminei meu processo de perturbação quando ele disse que essa marca fazia barulhos obscenos com a minha voz a noite toda. 


Depois disso eu fiquei com uma mania de perseguição desgraçada e meu horror em relação a ele só aumentou.

Nos últimos dias, meu desprezo por ele decolou. Eu o abracei, precisava saber se ainda gostava dele, e quando olhei pra cima e vi aquele sorriso sempre malicioso dele, senti nojo. Muito nojo. Em Novembro ele inventou que antes de a avó dele morrer ela disse a ele que "quando encontrasse o livro, não deixasse aparelhos eletrônicos próximos". Antes de tudo notem que essas são as palavras mais nonsense que alguém pode dizer no seu leito de morte. É quase pior que olhar pro seu marido e dizer que plantou a maionese onde os rinocerontes não podem ver. Ele disse que encontrou um grimório, e que nele estavam escritos vários feitiços e que a família dele era bruxa.


Nem preciso dizer que eu fiquei perplexa e quase levantei as mãos pro céu e pedi pra Jesus me levar pra ficar com ele lá no céu comendo pão.

Eu comecei a questionar ele sobre o grimório, e minha prima que espera um dia poder ser uma Wicca me ajudou. Os furos que encontramos foram vários, ele dizia que nas primeiras páginas existiam coisas escritas com sangue sem cheiro!

EU LHES APRESENTO: O SANGUE SEM CHEIRO!!!!!

Dizia também grimório estava escrito em castellano, hebraico e mais algumas línguas, sendo que também dizia que era um grimório sem crença (o que por acaso combinava com o fato de ele ser ateu), falou que depois de feitiço ele conseguia ver a aura das pessoas e que um menino da sala tinha aura neutra, até mesmo passou um dia todo sem rir de ninguém falando que "fez um feitiço pra virar uma pessoa boa".

Agora, esclarecendo: Todas as línguas que ele citou são de origem cristã, mesmo que não sejam, quando eu disse isso a ele, ele respondeu que "era um grimório cristão". E isso é completamente impossível já que a bruxaria é uma atividade completamente pagã. Dizer que um grimório é cristão é como dizer que alguém é 100% machista e 100% feminista ao mesmo tempo.
Não existem auras neutras, de acordo com os meus conhecimentos isso é impossível. A aura de uma pessoa é como se fosse um reflexo da personalidade dela e é impossível ter "Uma personalidade neutra". Isso seria não ter personalidade, e o garoto de qual ele disse isso com certeza não é uma pedra.
"Feitiço pra virar uma boa pessoa que te faz ver auras depois". Nem preciso dizer nada sobre isso.

No último dia em que eu fui pra escola ele disse "Amanhã é o último dia de aula então eu vou tocar o foda-se e xingar todo mundo", isso foi o suficiente pra eu faltar.

Graças a esse garoto, eu mudei muito. Eu adquiri alguns problemas (minha melhor amiga chama de traumas) e aprendi algumas coisas. Eu consegui tirar bom proveito dessas experiências, graças a elas eu aprendi a importância dos meus amigos na minha vida, eles me apoiaram e não me deixaram enlouquecer já que eu não conseguia e nem consigo contar essas coisas pra minha mãe ou pra minha irmã. Eu entendi que tenho que evitar pessoas com problemas psicológicos porque não tenho força pra suportar isso e também adicionei mais uns pontos na minha lista de nojinho por meninos (quando digo nojinho quero dizer que não consigo deixar de ver relacionamentos amorosos com garotos de forma errada), sabe aquelas tias que dizem que vão virar lésbicas? Eu realmente tô parecendo uma delas porque enquanto eu sinto que relacionamentos com meninos são errados e desprezíveis, os com meninas parecem ser certos e oferecer sentimentos verdadeiros e legais.

Talvez ninguém tenha lido até aqui, masokay. Pra quem leu: qual foi sua decepção amorosa nesse ano? O que achou da minha aventura com o Ben 10 bruxo cavalheiro do caos, digo, menino?

Sayo!

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3 Comentários:

20/03/2016 18:22
Blogger s disse...

June! Morri quando seu blog sumiu. Fucei e fucei a internet e enfim achei esse blog aqui. Agora você é Cimo né?
Nossa, uma situação como essa é realmente super complicada com uma pessoa normal, mas com um esquizofrênico a complicação dobra, não é? Qualquer passo em falso pode geral um surto e adeus Cimo. Você deve ter tido medo, não? Eu teria. Mas não sei, essas pessoas são tão complicadas e precisam mais ainda de carinho e dá dó de não ter paciência, não? É uma situação que você realmente precisa de apoio emocional e ficar na retaguarda, agir pelas entrelinhas. Enfim, não sei muito o que dizer sem ser redundante, então responderei à sua pergunta: esse ano eu não vou me permitir ter uma desilusão amorosa. Por motivos de auto-estima extremamente baixa, no chão, eu desisti de me relacionar amorosamente, pelo menos por enquanto, e espero aprender o suficiente para saber lidar quando eu conseguir lidar com relacionamentos. sei que soa extremamente solitário, depressivo e tudo mais, mas é verdade.
Não sei se fui suficientemente clara, mas espero que sim.
PS.: Cara, pelo amor, não some de novo, quase fiquei sem chão :c

26/04/2016 20:30
Blogger cimo disse...

SEU COMENTÁRIO ME EMOCIONOU TANTO Q EU VOLTEI COM O FOLKS <3333333333333333 (olha o fanservice aí, ó)
Pois é .-. Tive medo pra k7, as vezes eu me esquecia da condição dele e só me lembrava quando acontecia alguma coisa bem sinistra, são momentos bem chatos de se viver :\ Exato, em um certo momento eu parei e percebi que eu não podia ter tanta dó, não vale a pena você se sacrificar por uma doença que vai continuar pra sempre na pessoa e ainda desenvolver uma doença em você :B
Eu entendo como é, decidi a mesma coisa e até agora tenho me saído muito bem (tirando as vezes em que eu olho pra alguém e penso "carai, q ser humano lindo, acho q to apaixonada, me beija"), e tu? N acho que seja algo que soa depressivo e tal, acho que é uma coisa muito necessária, as vezes a gente precisa mesmo de um tempo sem essas confusões amorosas.

Vou tentar não sumir, se eu sumir de novo procura em qualquer canil de SP que você vai achar um negócio branco estranho, esse negócio branco vou ser eu e tu pode bater bastante e mandar eu voltar pro computador klajsdkjds

28/04/2016 02:08
Blogger Jheni disse...

Parabéns pelos dois anos de blog, June (ou Cimo, uma hora eu me acostumo). ♥ Confesso que o Folks é um grande amor meu e fiquei feliz por não ter se tornado Hashire. Adoro-o como é, se bem que se vier a mudar, ainda vou adorar.
Enfim, vim para saber das mudanças, mas acabei lendo todo o texto e ficando chocada. Às vezes assustada, tensa. Puxa, é difícil me posicionar quanto à isto, você me pareceu tão frágil, tão desprotegida. Durante a leitura, eu queria estar lá por você, pra te defender ou abraçar, de verdade. Por mais que seja uma doença, é complicado, é algo que não prejudica apenas quem a porta, mas todos ao seu redor. Sei como é lidar com alguém doente, mas não com alguém agressivo que queira te ferir ou humilhar o tempo todo. Minha irmã tem Transtorno Bipolar e antes de ser diagnosticada e passar a tomar os medicamentos, também era deveras complicado pra mim, ter de conviver com ela, então realmente entendo o seu modo de não fazer nada à respeito. Eu só posso torcer pra que ele te deixe em paz, talvez, pra que fique bem e deixe todos ao seu redor em paz.
Quanto ao seu asco pelos garotos, vou dizer que também já senti algo parecido. Um garoto quebrou meu coração em um milhão de pedaços e eu tinha a ideia de que todos fariam o mesmo, então me fechei amorosamente pra todos. Mas sabe, uma hora chega alguém que simplesmente derruba essa barreira. Atualmente, estou há cinco meses namorando um garoto que soube me entender, que foi paciente até que eu me sentisse confortável, um verdadeiro príncipe. O que quero dizer, é que as vezes o amor encontra a gente quando a gente tenta se esconder. Nem todos os meninos são uns trastes.

Enfim, espero que fique tudo bem contigo, com o blog, com tudo.

Carinhosamente, Jheni.
[empire k.] [15 outonos] [stupide]

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